30 junho, 2009

SHOW EM SÃO PAULO


(clique no cartaz para ampliar)




PRODUTO INSTRUMENTAL BRUTO


UM FESTIVAL DIFERENTE


De 8 à 12 de julho de 2009, acontece em São Paulo o FESTIVAL
PIB – PRODUTO INSTRUMENTAL BRUTO , projeto voltado á NOVÍSSIMA Música Instrumental Brasileira.

A cena instrumental brasileira nunca esteve tão efervescente e criativa, com inúmeras bandas, de todas as regiões do Brasil, produzindo trabalhos inovadores em uma imensa diversidade de estilos e gêneros musicais. A prova disso foram as mais de 120 inscrições de bandas instrumentais de todos os tipos e procedências que o Festival PiB recebeu no último ano desde a primeira edição em 2007.

O PIB ou Produto Instrumental Bruto é um festival voltado especificamente à novíssima música instrumental e tem como objetivo promover e divulgar alguns dos projetos mais interessantes que vem acontecendo nesse segmento. É um festival unicamente para bandas instrumentais, tem a certificação da Lei do ICMS do PAC - Programa de Ação Cultural da Secretaria Estadual de Cultura e para esta edição conta com o patrocínio da TODDY.

A curadoria do PIB focou seu interesse em trabalhos coletivos (não solos) de bandas instrumentais que, além da excelência e do talento de seus músicos, optassem, por uma proposta musical que independente do estilo, mostrasse uma maior ousadia nas composições e busca de novas sonoridades dentro de cada proposta. Os tradicionais grupos de música instrumental, desta vez foram preteridos por propostas musicais espontaneamente surpreendentes e ilimitadas, trazendo novas nuances, mesclando desde o eletrônico ao brasileirismo, passando pelo rock em suas diversas vertentes, e o groove da Black Music.

O PIB traz nesta segunda edição, um novo olhar para uma nova música instrumental em plena ascensão e que consegue a cada ano um espaço maior em um público que habitualmente não ouviria bandas instrumentais mais tradicionais.

Essa geração de novas bandas instrumentais começou surgir por volta de 2004, porém antes disso algumas delas já tocavam sozinhas por aí, sem uma ligação entre elas de fato. Em 2006, a nova cena instrumental parecia já querer alçar um vôo maior, o resultado disso foi a realização do primeira edição do PiB no primeiro semestre de 2007. Entre as bandas existentes em 2007, já era possível perceber a inovação e a ousadia em comum, reforçando a idéia do nascimento de uma nova cena representativa na Música Instrumental. Das bandas inscritas em 2007, mais de 50% já apresentavam elementos bem característicos dessa vanguarda, com uma busca de sonoridades infinitas, estabelecendo contrastes entre o primitivo e o moderno, o bruto e o lapidado.

Para esta segunda edição o trabalho da curadoria foi ainda mais árduo. A grande quantidade de boas bandas e com o perfil da nova cena focada pelo projeto surpreendeu e dificultou ainda mais a escolha das selecionadas. A inscrição de tantas bandas de todos os cantos do Brasil, mostrou a força de uma “cena” de bandas instrumentais com propostas inovadoras. Nestes quase dois anos, que separam uma edição e outra do PiB, a cena se fortaleceu e realmente pode ser chamada e reconhecida como “Nova Cena da Música Instrumental”.

Depois de um período de três meses entre inscrições e seleção, com a análise de centenas propostas musicais, foram selecionadas 13 bandas, destas, 12 bandas selecionadas para tocarem no festival concorrendo ao melhor show de cada uma das 4 noites e mais uma banda , o Intravenal Groove S/A, selecionada para fechar a quarta noite de shows como banda madrinha dos concorrentes. Ao todo 16 bandas se apresentam no projeto:

As selecionadas, em ordem alfabética, são:

AEROTRIO.
CHIMPANZÉ CLUBE TRIO.
ELMA.
FANTASMAGORE.
GROOVERDOSE.
INTRAVENAL GROOVE S/A (banda madrinha)
MACACO BONG.
MALDITAS OVELHAS.
RETROFOGUETES.
REVERBA TRIO.
SAUNOFLEX.
THE VIOLENTURES.
TIGRE DENTES DE SABRE (ex-El Toro Trio).


Além das 12 bandas concorrentes teremos, no final de cada noite, o show de uma “banda madrinha” representada pelas 3 vencedoras da edição anterior e mais uma selecionada.
MAMA GUMBO, GASOLINES, LABIRINTO E INTRAVENAL GROOVE S/A fecham cada noite. Todos os shows acontecem no CB Bar.
A fim de ampliar o incentivo a esta nova cena instrumental, o Festival PIB propõe a escolha do melhor show de cada noite, escolhendo as bandas madrinhas para a próxima edição do projeto e possibilitando uma maior ascensão para 4 bandas vencedoras. Cada banda é escolhida pelo público presente e por um júri formado por 2 personalidades da cena musical independente. A votação acontece no próprio local dos shows. O público e o júri votam no final das apresentações. O resultado final é apurado durante o show da “banda madrinha” e divulgado na mesma noite logo após o show final. Esta escolha da melhor banda da noite não pretende incentivar a competição entre as bandas, muito pelo contrário, é um incentivo para que todas busquem a cada ano se aperfeiçoar, melhorar a produção de seu trabalho, fazer com que a nova cena instrumental se fortaleça ainda mais.
As bandas vencedoras recebem além do direito de já estarem escalados para a próxima edição, um prêmio de incentivo em equipamentos e um troféu inspirado no tema de cada noite, em formato de instrumento musical, todo construído em sucata. O troféu é especialmente desenvolvido para o projeto pelo músico e luthier Flavio Cruz, do grupo GEM (Grupo Experimental de Música).
Para os shows, as bandas foram agrupadas seguindo características em comum já que a maioria das bandas apresentava um ‘mix’ de estilos dentro de um só som. Esta mescla de sonoridades, fez com que a Curadoria do projeto decidisse desde a primeira edição relacionar cada dia de show a um dos elementos da natureza: ar, água, terra e fogo. Em cada noite de show é proposta uma nova experiência sonora a partir de cada elemento. Por exemplo, na noite Terrestre (terra), se apresentarão bandas que produzem uma música mais pesada, algumas delas com forte influência do rock, mas com estilos distintos. A noite Aquática reúne bandas com sonoridades veranistas, tendo a água como elemento, e nesse caso teremos, principalmente as bandas de ‘surf music’. Na noite Aérea, sonoridades minimalistas e eletrônicas. Por fim, na noite Ígnea, a música incendiária como o “groove” e o Jazz. Os 4 dias de shows acontecem no Clube Belfiore na Barra Funda.
Durante os shows, o público também assistirá projeções de imagens ao vivo e colagens eletrônicas, pilotadas pelo VJ Fábio Vietnika ambientando ainda mais a temática elementar de cada noite a fim de ampliar cada experiência sonora.
Além dos shows, o PIB contará ainda com um quinto dia de atividades, desenvolvendo 4 oficinas, um debate sobre a cena instrumental independente e uma grande feira de materiais relacionados à cultura em geral. Os eventos do quinto dia de projeto acontecem durante o dia na Casa das Caldeiras, e estará aberto ao público de todas as idades.
Serão desenvolvidas 4 Oficinas interativas, que serão realizadas na Casa das Caldeiras e pretendem mostrar a importância da música experimental como difusora de novas linguagens sonoras. Voltadas para diversos públicos cada oficina busca a ‘musicalização’ dos participantes a partir de sonoridades obtidas desde a maneira mais primitiva, como nas oficinas voltadas especialmente para o público juvenil. “Percussão em Sucata” comandada por LOOP B, e a Oficina pilotada por FLAVIO CRUZ do GEM de “Construção de Instrumentos Musicais em Material Reciclável”, até oficina que evidencia a tecnologia como a oficina dupla de Produção Audiovisual e Música com o produtor musical Phantazma e o VJ Spetto. No final da oficina, a dupla apresentará o show audiovisual “Skizofrequencies”, juntamente com o guitarrista Brita Sonic.
Outra importante atividade que acontecerá na Casa das Caldeiras será o debate, que tem como pauta “As Perspectivas da nova Música Instrumental Brasileira”, com temas relacionados a todo o cenário da música independente e como essa nova cena instrumental estaria situada. “Entre um argumento e outro, buscaremos retomar os assuntos abordados no debate de 2007, trazendo novos pontos de vista para a discussão.”, observa Inti Queiroz, mediadora da mesa-redonda e Coordenadora Geral do Projeto.
Completando o último dia de projeto, uma Feira Cultural, com diversos tipos de produtos ligados ou não à cena instrumental, e deverá rechear o espaço da Casa das Caldeiras.
O PIB Festival acontece em 5 dias consecutivos e sua programação prevê a apresentação de 16 bandas, além de Oficinas, Debate e Feira Cultural.
Os shows acontecerão em quatro noites no CB BAR (8 a 11 de julho) e as Oficinas, o Debate e a Feira se realizarão na CASA DAS CALDEIRAS (12 de julho).


SITE: www.festivalpib.com.br
CONTATOS: festivalpib@gmail.com

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